No Espírito Santo, onde o número de pessoas que perderam total ou parcialmente suas residências passa de 3.400, são 19 municípios afetados --principalmente Viana, Cariacica, Guaçui e Aracruz.
Região Sul
No Sul do país, o maior número de desabrigados e desalojados está no Estado do Paraná, com 16.850 pessoas nessas condições. O Estado, que confirmou hoje a quarta morte, na cidade de Morretes, teve decretado pelo governador Beto Richa (PSDB) estado de calamidade pública para Antonina e Morretes, no litoral. Ao todo, oito municípios paranaenses sofrem com as chuvas dos últimos dias --Guaratuba e Paranaguá, também na região litorânea, estão entre aqueles com mais estragos. Só em Morretes, por exemplo, 15,1 mil pessoas foram afetadas.
Santa Catarina, segundo Estado do Sul com maior número de desabrigados e deslaojados --14.321, ao todo--, tem 26 cidades atingidas por alagamentos, enxurradas ou deslizamentos, conforme a Defesa Civil estadual . Dessas, dez cidades estão em situação de emergência --Ilhota, Camboriú e Guabiruba entraram recentemente na lista.
Hoje, uma equipe da Defesa Civil fez uma vistoria em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. A ponte de entrada da cidade foi danificada, e o acesso ao local está sendo improvisado por uma estrutura de madeira.
No Rio Grande do Sul, onde a situação é crítica em cinco cidades, são 2.450 desabrigados ou desalojados em São Lourenço do Sul, em estado de calamidade pública --foram confirmadas sete mortes no município. A cidade de Turuçu está em situação de emergência --a Defesa Civil do RS informou que o município teve 100% de sua área afetada. Já as cidades de Rio Grande, Arroio do Padre e São Francisco de Paula têm notificação preliminar de desastre já emitidos.
Norte, Centro-Oeste e Nordeste
Além dos Estados de Sul e Sudeste, as chuvas ainda deixaram desabrigados no Maranhão e Mato Grosso do Sul e causaram duas mortes na Bahia, onde os municípios de Guaratinga e Itabuna foram os afetados.
No Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil estadual aponta cerca de 3.000 pessoas desabrigadas ou desalojadas em 14 municípios. Na última sexta (11), o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoou a cidade de Aquidauna, uma das regiões mais afetadas pela chuva no Estado, e anunciou depósito de R$ 5 milhões na conta do governo estadual para ajudar os desabrigados. Das 14 cidades atingidas, cinco decretaram estado de emergência. O governador de MS, André Puccinelli (PMDB), também na sexta, estimou em R$ 110 milhões os investimentos necessários para recuperação das localidades afetadas.
No Maranhão, onde mais de 11 mil pessoas já foram afetadas pelas chuvas desde o início deste mês, o grande volume de águas provocou a cheia dos rios Mearin, Itapecuru, Tocantins e Parnaíba, que cortam a região. Seis municípios já decretaram situação de emergência (Bacabal, Coroatá, Igarapé Grande, Pedreiras, São Luís Gonzada do Maranhão e Trizidela do Vale) e outros oito estão em atenção (Açailândia, Arari, Cantanhede, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Pirapemas, Timon e Vitória do Mearim).
A Defesa Civil já distribuiu cerca de 2.000 cestas básicas na região. O caso mais grave é do município de Trizidela do Vale, no interior, onde são 6.327 moradores desalojados ou desabrigados.
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