quarta-feira, 2 de março de 2011

Coordenador de Defesa Civil afirma que não pode evitar prejuízos causados pelas chuvas

O coordenador da Defesa Civil estadual, Tenente Coronel, Josenildo Aciolly, afirmou que não pode evitar os prejuízos causados pelas chuvas. Para ele, o que se pode fazer são ações preventivas de minimização dos danos.
Segundo o coordenador, a Defesa Civil está visitando os municípios e as principais áreas de risco. “ Estamos atuando em trabalho conjunto com a Defesa civil dos municípios e as prefeituras. Após essa etapa, enviamos relatórios para o Corpo de Bombeiros e Secretaria de Justiça, para que sejam tomadas as devidas providências”, afirmou.
O Tenente Coronel disse ainda que o problema dos açudes não é só a falta de manutenção. Para ele, o problema maior é o fato das pessoas construírem em áreas de risco.
Durante a audiência, Josenildo Aciolly solicitou a Universidade Federal do Rio Grande do Norte [UFRN] uma parceria. Ele pediu a UFRN uma contribuição cientifica com a Defesa Civil do Estado.
Ele também afirmou ainda que esse debate é de extrema importância para pautar as discussões necessárias de cada órgão e alertar a população quanto ao trabalho da Defesa Civil.
O coordenador fez ainda um alerta às prefeituras que ainda não tem Defesa Civil. “ Os municípios que não tem Defesa Civil precisam de atenção redobrada, já que não possuem um órgão que articule, que faça um planejamento em caso de desastre”, alertou.

Leonardo destaca licitação para Arena das Dunas

O deputado Leonardo Nogueira [DEM], disse que a abertura, nesta quarta-feira, dos envelopes com as propostas para as empresas participantes da licitação para a construção da Arena das Dunas já sinaliza que “Natal definitivamente terá a Copa do Mundo”.
A empresa OAS, empreiteira da Bahia, foi a única que apresentou a proposta para a Parceria Público-Privada [PPP] para construção do estádio que será sede dos jogos. “Trago esse assunto para nossa Casa porque todos aqueles que conheceram os problemas e as dificuldades talvez nem acreditassem mais que nós pudéssemos sediar a Copa”.
Leonardo Nogueira frisou que Natal e o estado como um todo serão beneficiados com as obras de mobilidade e infra estrutura que serão realizadas. “Temos que pensar não só na questão orçamentária, mas o que ficará delegado para depois da Copa”, disse.
Em aparte, o colega Gustavo Fernandes [PMDB] defendeu a necessidade de investimentos em segurança pública, como o reforço do contingente policial e a própria capacitação dos profissionais, para que ofereçam um atendimento de excelência, com presteza, educação e eficiência, aos milhares de turistas que aportarão na cidade.
“A governadora está atenta a essa, que é uma questão complexa, e com menos de cem dias de governo, fez algo muito importante, como hoje, que mostra a credibilidade de um governo que se propõe a ser sério. A certeza de Natal como sede da Copa já é um motivo de esperança e estímulo”, finalizou Leonardo.

Larissa quer mais apoio à indústria salineira

O Rio Grande do Norte produz aproximadamente cinco milhões e quinhentas mil toneladas de sal marinho por ano, o que coloca o Brasil como o oitavo produtor e consumidor do planeta. Foi a partir desses dados que a deputada Larissa Rosado-PSB fez pronunciamento na sessão plenária desta tarde para pedir mais apoio das autoridades do Estado à indústria salineira.

Segundo a deputada, nos estuários dos rios Apodi/Mossoró e Piranhas/Açu as salinas são responsáveis por mais de 90% da produção de sal do País.

“Para compreender a importância histórica, social, ambiental e econômica da indústria salineira do nosso Estado, é preciso entender a hegemonia do Rio Grande do Norte na produção e beneficiamento de sal marinho no Brasil. Nenhum outro Estado brasileiro detém um controle tão absoluto de produção e beneficiamento de um produto, seja de origem animal, vegetal ou mineral, como o Rio Grande do Norte tem com o sal, produto usado não só como sal de cozinha, mas, sobretudo na indústria salineira”, afirmou.

Ela disse ainda que o sal do Estado é fruto de uma fonte de energia renovável, a matriz energética do futuro, de grande relevância estratégica para o País. Destacou que a produção e beneficiamento oferecem cerca de 10 mil empregos diretos e de 15 a 20 mil indiretos, alem de gerar milhões de reais em divisas para o Rio Grande do Norte.

“Apesar de toda essa importância, a indústria salineira ainda se ressente de mais atenção das autoridades públicas e da comunidade científica do Rio Grande do Norte. Esse é um dos objetivos do nosso pronunciamento: pedir mais aplicação política e científica para a indústria salineira potiguar. Aplicação política no sentido de garantir sustentabilidade econômica e social à produção de sal. Aplicação científica de maneira a mudar conceitos em busca da sustentabilidade ambiental da atividade”, afirmou.

A deputada Larissa aproveitou para conclamar a união da bancada federal do Estado em torno do Projeto de Lei da deputada federal Sandra Rosado, que prorroga a isenção do adicional de frete para renovação da Marinha Mercante, para que os salineiros não comecem a pagá-lo em janeiro de 2012, como previsto, mas que contem com esse incentivo por mais dez anos

Ricardo Motta anuncia comissão parlamentar para tratar de enchentes

A preocupação com o inverno deste ano mobilizou deputados, prefeitos e órgãos competentes, na Audiência Pública, realizada na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira [2]. O presidente da Assembleia, deputado Ricardo Motta, anunciou a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar o tema, e prometeu visitar regiões de maior risco de alagamentos. “A Assembleia faz mais uma vez sua parte. As portas estão sempre abertas para temas que tocam a população. Vamos trabalhar juntos na prevenção”, afirmou Ricardo Motta.No final do debate, a mesa votou um relatório com uma série de ações efetivas. A Defesa Civil ficou encarregada de criar um alarme sonoro que deve ser instalado em comunidades de risco. O representante do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca [Dnocs] se comprometeu em abrir mais as comportas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, apontada como ação de prevenção. A audiência também garantiu a criação de um fórum permanente de debate sobre as conseqüências das chuvas, composto por prefeitos e a Defesa Civil. Os parlamentares prometeram agilidade na apreciação de uma matéria que será encaminhada pela Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social [Sethas]. O projeto de lei, que ainda será encaminhado para a Assembleia, vai permitir que o governo do estado dê uma resposta mais rápida no repasse de verba em casos emergenciais como as enchentes. Durante toda a manhã e início da tarde, deputados, prefeitos e autoridades debateram questões como o risco de rompimento de reservatórios, vazão dos rios, assoreamento, e moradias em áreas de risco. A proposição conjunta dos deputados Gilson Moura [PV] e George Soares [PR] contou com a participação de seis prefeitos, diversos vereadores e secretários municipais de meio ambiente, alem de representantes do Dnocs, Departamento de Estradas e Rodagem [DER] e Secretaria Estadual do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos [SEMARH].

Emparn alerta para inverno parecido com o de 2009

Ao participar nesta manhã(2) de audiência pública na Assembléia Legislativa sobre os riscos de enchentes, o meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot, alertou que no RN as chuvas serão acima do normal e que teremos um inverno rigoroso, como em 2009, que deixaram milhares de desabrigados em várias regiões, destruíram pontes e estradas e cidades alagadas. “Evidenciamos nos últimos 15 dias aquecimento das águas do Atlântico Sul e um esfriamento nas águas do Atlântico Norte, o que garante chuvas fortes”, disse.

O meteorologista disse que este ano já houve inundações no Agreste, os grandes açudes do Estado estão quase cheios e que a Emparn está fornecendo os dados técnicos para que sejam tomadas as devidas providências. “A barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 80% de capacidade e a Santa Cruz também está com grande volume de água. A preocupação maior é com os municípios dessas áreas, como Ipanguaçu, Baraúnas, Alto do Rodrigues e tantos outros”, disse.

Para o meteorologista, os dados disponíveis até agora indicam que há grandes possibilidades de enchentes e sangria dos grandes reservatórios.

Em 2008 e 2009 os municípios de Assu e Ipanguaçu, por exemplo, sofreram com as chuvas e viram mais de quatro mil pessoas ficarem desabrigadas. Além disso, centenas de casas foram destruídas ou danificadas e a agricultura, principal fonte econômica, praticamente se perdeu toda nos dois anos.

Segundo Bristot, as informações indicam que as autoridades governamentais, população e produtores devem iniciar o planejamento para evitar ou reduzir as consequências de um inverno rigoroso e que esse debate veio na hora certa.

As Conveniências da política

Benes Leocádio [PP] e presidente da Federação dos Municípios disse durante o Fórum da Saúde: “Sabemos dos problemas e da herança que a senhora recebeu. Com certeza as coisas vão melhorar”, afirmou e continuo… “O Governo deixou o Estado quebrado e esses prefeitos na iminência de perder o CPF”, reafirmou Benes.Leocádio é prefeito de Lajes e a bem pouco tempo ele era Iberê de doer.

Deputado contesta prefeito sobre enchentes


O deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) rebateu as criticas do prefeito de Jucurutu, Junior Queiroz(PMDB), que atribuiu ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) a culpa pela inundação que aconteceu no município, em janeiro deste ano.

Gustavo Fernandes disse que existiu uma tromba d´agua, muito forte (em apenas um dia choveu 168mm) que inundou as bombas, fazendo com que todas elas queimassem, provocando o alagamento do conjunto.

Já o prefeito de Jucurutu, Júnior Queiroz, fez duras críticas ao DNOCS. Junior Queiroz disse que a culpa da enchente foi do órgão que não fez a manutenção necessária nas bombas da Barreira Armando Ribeiro Gonçalves.

“Tivemos um prejuízo incalculável, isso antes do inverno chegar. O que aconteceu foi responsabilidade do órgão e vim aqui cobrar uma posição dos representantes”, disse.

Em resposta as declarações do prefeito, o coordenador estadual do DNOCS, João Guilherme de Souza, disse que todas as bombas foram consertadas e já estão prontas.

O coordenador também anunciou a contratação de uma consultoria completa nos principais rios do Estado, começando pelo Rio Piranhas-Açu. O estudo vai revelar se o órgão irá precisar construir novas barragens para evitar novos alagamentos e será a solução definitiva para os problemas da região.